O declínio na audiência e fraudes on-line criam um ambiente difícil para marcas e comerciantes

O declínio na audiência e fraudes on-line criam um ambiente difícil para marcas e  comerciantes

As marcas estão sob crescente pressão para encontrar novas maneiras de alcançar o público de forma massiva, como a televisão tradicional, que continua a ver declínio em números de audiência. De acordo com a Accenture, a audiência para conteúdo de vídeo em formato longo, como filmes em telas de TV tradicionais diminuiu em 11% nos Estados Unidos, e ao visionamento de esportes diminuiu em mais de 9%. A televisão foi a única categoria de mídia com declínios em comparação com outros meios de comunicação. Ela está sendo rapidamente substituída pelos consumidores, que recorrem a uma combinação de laptops, desktops, tablets e smartphones para ver conteúdo de vídeo.

Quase todas as faixas etárias tiveram quedas de dois dígitos na visualização de TV em todo o mundo, jovens de 14 a 17 anos estão no topo da queda com cerca 33% de redução para filmes e programas de televisão e 26% para os eventos desportivos, segundo estudo publicado pela ScreenMedia Daily.

A diminuição continua para pessoas entre 18 a 34 anos onde a taxa é de14% para filmes e programas de televisão e 12% para eventos esportivos, na faixa 35 a 54 anos de idade, a taxa fica entre 9% em 11% e se mantem em 6% para o público acima de 55 anos.

Além disso, o uso de software de bloqueio de anúncios os chamados adblokers cresceu 48% nos últimos 12 meses para mais de 45 milhões de usuários ativos mensais, ou aproximadamente 16% da população on-line nos EUA, de acordo com o último relatório da PageFair e Adobe. Na Europa, o bloqueio de anúncios cresceu 35% durante o mesmo período, para 77 milhões de usuários ativos mensais. O relatório estima mais de US$ 21 bilhões em receitas de publicidade que foram perdidas só em 2015 devido ao bloqueio de anúncios, e a previsão é que esse número aumente para mais de US$ 41 bilhões no mundo em 2016.

De acordo com um artigo recente no AdAdge, a Kraft está agora rejeitando quase 85% de todas as impressões de anúncios, porque as impressões encontradas eram fraudulentas, inseguras, não visíveis ou originárias de fontes desconhecidas. Esta notícia deve dar arrepios na espinha de cada anunciante.

Por outro lado, anunciantes nos Estados Unidos gastaram US$ 2,96 bilhões com publicidade digital out-of-home em 2015, de acordo com a eMarketer. Os comerciantes em geral estão mudando seus orçamentos de anúncios para out-of-home digital por este meio não conter questões de fraude e de falsa visualização, que a mídia on-line tem.

É um cenário um tanto catastrófico para a mídia “tradicional”, mas certamente um grande espaço é aberto para a mídia out-of-home que vem tomando mercado no mundo inteiro, especialmente no Estados Unidos.

No Brasil o cenário não é muito diferente, claro que com um ritmo um pouco menor por conta do volume de capital envolvido os investimentos em MOOH, porém veem aumentando a cada ano. Em contrapartida, como já falamos, no Brasil temos um cenário muito mais pulverizado com diversas redes, sendo assim um cenário com muito mais possibilidades de crescimento.  Diferente da Europa, no Brasil ainda existe espaço para você, proprietário de uma pequena ou média rede crescer e se tornar a nova JCDecaux. Basta ter um modelo de negócio sustentável, com baixo custo de aquisição, clientes e alta disponibilidade.

Deixe nos comentários o que pensa sobre o assunto! Você acha que o declínio da chamada mídia tradicional é um fator que contribui para o crescimento da mídia out-of-home digital?

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