Software VS Hardware no mercado de DOOH

Software VS Hardware no mercado de DOOH

Olá pessoal, tudo bem? Recentemente nosso CEO Christian Pinheiro esteve envolvido numa discussão muito interessante sobre o mercado de players de DOOH e estabilidade de software, e que trouxe à tona um tema que há muito tempo queríamos abordar. Então acreditamos que este seja um bom momento. Vamos lá?

Software embarcado

O ponto inicial da conversa foi o questionamento: empresas de software que limitam seus sistemas a um hardware específico são a melhor escolha para o seu negócio de DOOH? 

O principal argumento que surge quando se fala deste tipo de empresa é que seus softwares são estáveis, o que de fato, à primeira vista, parece ser uma verdade, mas vamos analisar este posicionamento mais a fundo e descobrir se faz sentido. 

Assumindo que são mais estáveis e estabilidade é uma característica muito importante para um software de gestão de mídia DOOH, podemos assumir então que são softwares melhores e por isso podem ser oferecidos por um preço mais alto, correto?

A segunda característica que mais se vê quando estamos falando deste tipo de empresa é que seus combos (hardware + software) são substancialmente mais caros, e, no geral, eles se vendem assim porque são mais estáveis. 

O que acontece no mercado

O fato é que uma parte dos veículos acabam aderindo a hardwares e softwares específicos, em busca desta “estabilidade” em detrimento do preço acima de mercado. Outros, no entanto, acabam não aderindo porque o custo operacional subiria muito, podendo até inviabilizar seu negócio.

Mas será mesmo que estes softwares são melhores?

O que pouco se leva em conta é que um software que é desenvolvido para funcionar em apenas um hardware tem um custo de desenvolvimento potencialmente menor de um software feito para funcionar em vários hardwares diferentes. 

O motivo é bem simples: quando se tem um ambiente controlado, pode-se prever as variáveis com maior facilidade, e assim dimensionar sua tecnologia para atender às necessidades exigidas. Isso simplifica e facilita substancialmente o trabalho do time de engenharia de software. 

Já quando se tem um ambiente de hardware incerto e imprevisível, em especial quando falamos de Android, cujos fabricantes de hardware criam equipamentos com o sistema operacional modificado, os cuidados que devem ser tomados na arquitetura do software se multiplicam e as condições às quais o software será submetido aumentam de forma exponencial. Logo, o trabalho de engenharia de software aumenta proporcionalmente. 

Ecossistema economicamente viável

Outro ponto que é uma grande preocupação da maior parte das empresas que desenvolvem software como a adMooH é ter um produto economicamente viável.  Parte do trabalho do time de engenharia de software da adMooH é dimensionar nossa tecnologia para que funcione em equipamentos de mercado que sejam acessíveis para os veículos, ou seja,nossos esforços de P&D se focam em encontrar no mercado hardwares com uma relação custo / benefício alta e dimensionar nosso software para funcionar neles. 

Capacidade de se adaptar DO SOFTWARE

Um último ponto que acreditamos que deva ser levado em conta quando se analisa softwares de digital signage, é a capacidade de adaptação das empresas às novas necessidades dos clientes.  

Nós vivemos num mundo dinâmico, onde é comum surgirem necessidades diversas, e quem atua no mercado corporativo sabe que é bem difícil atender um projeto grande sem que haja a necessidade de uma customização, ou até a formulação de funcionalidades novas para seus clientes. Dito isto, uma boa empresa de software deve ser capaz de fornecer aos seus clientes soluções técnicas, mas economicamente viáveis. 

Um bom exemplo deste último ponto foi a nossa participação num processo de concorrência para atender o banco Santander, um projeto grande e complexo onde vários fatores foram analisados e, certamente um dos diferenciais para termos vencido foi a nossa capacidade de entender às necessidades do cliente e adaptar nossa tecnologia para o seu cenário. Além disso, o banco já contava com um parque de hardware Android e uma das premissas era utilizar esse hardware, mas que o software funcionasse perfeitamente. Como atender se seu software só se adequa a um único hardware? 

Outro caso é um projeto da adMooH com a Sekron, empresa especializada em segurança corporativa. Este projeto visava atender a uma necessidade de todos os clientes da Sekron, mas para isso, havia que ser desenvolvido uma customização muito grande e complexa, mas usando um hardware viável. Ter feito esse projeto com um hardware mais caro seria muito mais simples, mas inviabilizaria o projeto. A equipe de engenharia da adMooH demorou 3 meses desenvolvendo um novo produto, chegando a codificar parte em linguagem nativa, para conseguir o sucesso desejado, na performance desejada, no hardware de baixo custo. O projeto foi aprovado pela Sekron e hoje a adMooH e Sekron estão juntas entregando o produto em centenas de lojas atendidas pela Sekron. Com um hardware de alto custo, o desenvolvimento teria sido muito mais rápido, mas o produto final não teria mercado. 

Cuidado com os comboS

De um modo geral,  softwares “engessados”, com menos funcionalidades, ou que se prendem a um único hardware específico, são primeiramente  vistos como mais estáveis, porém além de não trazerem a solução para o cliente , serem pouco customizáveis, ainda geram um custo alto para o cliente final, principalmente por torná-lo “refém” do hardware, maximizando os lucros do fornecedor.  

O que deve ser feito é uma comparação “ceteris paribus”, também conhecido “banana com banana”,  ou seja, uma análise justa da estabilidade, mantendo-se inalteradas todas as outras situações.

Desse modo acreditamos que a premissa de que hardwares e softwares específicos não tragam o benefício econômico esperado esteja errada, e a maior prova desta afirmação é a de que com os softwares como o adMooH Signage, conseguimos altíssimos níveis de satisfação de nossos clientes sem a obrigatoriedade deles comprarem nosso hardware e software. Logicamente, para todo projeto, solicitamos ao cliente primeiro analisar os requisitos mínimos de hardware e versão de sistema operacional, e homologar o hardware com a adMooH. Em muitos casos, conseguimos ajustar o software às novas condições ou alterações de um hardware específico, deixando o software mais resiliente. 

Nós da adMooH temos e reforçamos sempre nossa missão de apoiar nossos parceiros nos seus projetos e em suas realidades, e nossa visão de democratizar a DOOH, buscando a excelência do nosso produto sem perder de vista a atratividade financeira para democratizar o uso do DOOH ao máximo. E democracia está ligada a acessibilidade, em especial de custos. 

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